After the Fall… Brazil se Levanta

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President of Brazil Dilma Rousseff

Photographer: Lula Marques/Bloomberg

My Brazil

by Virgínia de Lélis

Brazil is facing the biggest corruption scandal in its relatively short history:  For years, the equivalent of millions of US dollars was diverted by Petrobras, the main state-owned oil company, into the Swiss bank accounts of politicians favoring government projects.

President Dilma Rousseff has been accused of manipulating government accounting — ‘cooking the books’, as they say — and is battling what looks to be an imminent impeachment.

Add to these recent headlines about corruption and political upheaval a severe economic crisis, and you have the recipe for social unrest.  People wearing Brazilian flag colors have taken to the streets, demanding, and opposing, an impeachment process involving our president.

One by one on a historic day last month, Brazilian Congressmen also expressed their views, and in the end, voted favorably to allow the impeachment process to proceed to the Senate.  There is now a chance that the motion to remove Dilma Rousseff as our nation’s first female president will be approved.

Despite its young democracy — It has only been 31 years since the end of military rule in Brazil — our nation has followed all of the steps required of a well-functioning Rule of the People:  Brazilian citizens of all races and economic levels were able to attend all political speeches, both for and against President Rousseff’s impeachment, and the streets did not erupt in violence. Though the government may insist on calling our public expressions of democracy a “Coup”, our nation’s solid judiciary institutions have left no doubt about the legitimacy of the democratic process.

Dilma Rousseff’s PT (Partido dos Trabalhadores) party rose to power on the promise of expanding social assistance programs for poorer Brazilians in need. Now, ironically, the power seems to have corrupted this group which has always promoted honesty above all; and what social successes have been achieved, are now jeopardized by the inflation brought on by a government raising taxes to cover its debts.  In response, the citizens of Brazil are speaking, rising up against Dilma and her presidential predecessor Luis Inácio Lula da Silva.

Still, Brazil seems ready to continue the path set upon by Lula, and follow the trend of other countries in South America, adopting a Hugo Chavez style of Bolivarianism – particularly, in Brazil’s case, when it comes to confronting a deep-rooted culture of corruption.

Finalmente!

But there is still a long way to go before achieving equitable distribution of resources, better standards of political organization and eliminating corruption altogether. Brazil’s people crave change — an actionable policy of deep reform — and we will not disperse from filling the streets and expressing our hopes and desire for this.

We are peaceful, patient, and we are excited about making history in the process!

*

Virgínia de Lélis has a Bachelor's Degree in Journalism from Catholic
University of Santos, Brazil and a Master's Degree in Developmental
Studies at The University of Sydney, Australia.

She is a Press Manager with the City Council of Santos.

Eye on BrazilMeu Brasil

por Virgínia de Lélis

O Brasil está enfrentando o maior escândalo de corrupção da sua história. Milhões de Reais foram desviados da principal companhia estatal do país, a Petrobrás, e distribuídos entre parlamentares para que votassem a favor de projetos do governo. Além disso, a Presidente Dilma Roussef está sendo acusada de manipular as contas da união.

Adicione uma severa crise econômica às recentes notícias sobre corrupção e a receita para uma ebulição social está pronta. Pessoas vestindo as cores da bandeira do Brasil tomaram as ruas clamando por um processo de impeachment.

O Congresso brasileiro expressou sua opinião e votou, majoritariamente, favorável ao processo seguir para avaliação no Senado – que aparenta aceitar a moção para destituir Dilma da Presidência da República.

Apesar da jovem democracia, com apenas 31 anos, Brasil seguiu todas as leis requeridas por suas instituições. A população acompanhou ao vivo todos os discursos políticos, a favor e contra o impeachment e as ruas não reportaram atos significativos de violência.

O atual governo insiste em chamar o processo de golpe, mas uma sólida instituição judiciária não deixou dúvidas sobre a legitimidade do processo.

O partido de Dilma Roussef, Partido dos Trabalhadores, se tornou popular por expandir os programas de assistência social, mas o poder parece ter corrompido o grupo que sempre defendeu a honestidade acima de tudo.

A inflação no país coloca em risco as conquistas sociais dos últimos anos, enquanto o governo decidiu aumentar impostos para pagar as contas.

Diante deste cenário, a população se levantou contra Dilma e seu antecessor, Luís Inácio Lula da Silva. O Brasil segue a tendência de seus vizinhos na América do Sul que parecem não mais querer fazer parte do projeto bolivarianista, protagonizado pelo falecido Hugo Chavez.

O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar melhores padrões de organização política, mas a esperança preenche o coração dos brasileiros. A população que anseia por mudanças não vai se dispersar enquanto não houver uma profunda reforma política e a República se levantar como uma potência. Testemunhar a história é sempre um momento excitante!

*

Virgínia de Lélis graduada em Jornalismo pela Universidade Católica
de Santos e Curso em Estudos do Desenvolvimento na Universidade de
Sydney.

Assessora de Imprensa na Câmara Municipal de Santos.
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