Por Dra. Mônica Martellet
Farmacêutica Esteta | Professora Universitária | CEO da Clínica Dra. Mônica Martellet Estética Avançada
Durante muito tempo, o entendimento de “envelhecer” sempre foi pautado na observação de sinais inestéticos na pele, o que se perdia com o passar dos anos, o que vinha enfraquecendo, o que deixava de funcionar. Mas a verdadeira resposta talvez esteja em outro lugar, dentro das células, na forma como elas se comunicam, colaboram e respondem a agentes estressores vindos do ambiente.
Essa é a provocação (e a promessa) por trás do que chamamos hoje de nova teoria do envelhecimento; e os exossomos vem ganhando destaque nestas discussões.
Como farmacêutica esteta e pesquisadora clínica, tenho acompanhado de perto os avanços dessa abordagem. E posso afirmar: estamos diante de uma mudança real, concreta e cientificamente embasada. Não se trata de uma tendência, mas de uma nova forma de compreender e conduzir a longevidade.
Essa perspectiva ganhou ainda mais força ao ser amplamente debatida no AMWC 2025, em Mônaco, um dos congressos mais respeitados do mundo na área de medicina estética e antienvelhecimento. Especialistas internacionais destacaram os exossomos como uma das frentes mais promissoras da estética regenerativa, com resultados clínicos significativos e aplicabilidade crescente em protocolos integrativos.
No estado da arte da estética regenerativa, os exossomos surgem como mensageiros biológicos altamente eficientes, capazes de restaurar funções celulares, reduzir inflamações e reativar os mecanismos naturais de regeneração da pele e dos tecidos.
Ao contrário de promessas que tentam “parar o tempo”, os exossomos propõem algo muito mais inteligente: ensinar o corpo a lembrar como se renovar.
E esse princípio, que já aplico em protocolos avançados dentro da minha clínica, tem mostrado não apenas resultados visíveis, mas coerentes com aquilo que mais acredito: uma estética que respeita o tempo do corpo e dialoga com ele.
Porque, para mim, envelhecer com inteligência é reconhecer que o passar do tempo faz parte e que ele pode ser um aliado. Quando entendemos os processos internos e usamos a ciência a nosso favor, conseguimos cuidar da pele com mais naturalidade, respeito e propósito. E é justamente aí que os exossomos entram: como uma ferramenta que trabalha com o corpo, e não contra ele.